Determinação do STF atinge cúpula da Polícia Federal
Nesta terça-feira (8/9), uma decisão cautelar emitida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pelo período de 90 dias. A medida também suspendeu de suas funções o delegado Leandro Almada da Costa, que ocupava o cargo de chefe da Diretoria de Inteligência Policial.
A deliberação ocorreu no contexto das investigações relativas ao Banco Master, processo no qual o nome do chefe da PF surgiu em mensagens com o empresário Daniel Vorcaro, proprietário da instituição bancária. Segundo os fundamentos da decisão, constatou-se que o próprio ministro André Mendonça foi alvo de monitoramento sistemático e clandestino realizado por agentes federais durante um mês. A providência visa proteger o pleno exercício funcional de ministros da Corte, do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e dos demais agentes públicos.
Reação no cenário político
O episódio provocou manifestações do candidato à Presidência da República Renan Santos, que comemorou a saída temporária do diretor-geral. O presidenciável criticou a postura de diferentes correntes políticas e apontou o que considera um tratamento seletivo em relação ao caso.
Em sua análise, grupos aliados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao senador Flávio Bolsonaro evitam aprofundar o debate devido a conexões de figuras políticas de ambos os lados com o empresário Daniel Vorcaro.

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